Decisão do TSE gera debate na AL

Em 28/02/2002 - 00:00
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Decisão do TSE gera debate na AL Os deputados da Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe) protagonizaram ontem um grande debate em torno da decisão do Tribunal Superior Eleitoral de verticalizar as coligações partidárias para o pleito eleitoral de 2002. O responsável pelo levantamento das discussões, o líder da oposição José Queiroz (PDT), questionou o fato da decisão do TSE ter sido tomada às vésperas das eleições deste ano.

Com a medida do Tribunal fica estabelecido que as alianças estaduais entre os partidos devem obedecer a coligação nacional para disputa da presidência da República. Queiroz fez questão de frisar que não se posiciona contra a medida até porque ela obedece a circunscrição correta da lei constitucional. A crítica do parlamentar no entanto, refere-se ao fato da decisão ter sido tomada a quatro meses do início do processo eleitoral. O líder da oposição indaga as motivações que levaram o TSE a adotar a medida só agora, e não durante o pleito de 1998 ou mesmo no ano passado, quando seu partido consultou o Tribunal a respeito da lei sem obtenção de resposta.

“As mazelas políticas desse país nos deixam com uma interrogação sobre que fins ocasionaram essa alteração”, falou Queiroz. O deputado disse que a decisão estabelece impactos e traumas sobre as questões regionais, mas em contrapartida alegou que é preciso que todos trabalhem com a realidade. O pedetista expressou que a aliança trabalhista-socialista (PDT, PTB e PPS) em torno do presidenciável Ciro Gomes (PPS) não terá problemas em se consolidar também no Estado . “Nossa concepção de unidade independe dessas mudanças. Vamos construir um discurso único e sólido de propostas para a melhoria de vida da sociedade”, afirmou.

O 4º Secretário da Casa, Jorge Gomes (PSB), que já havia tratado do assunto durante o pequeno expediente, mostrou-se indignado com a forma que a lei foi imposta. “Essa decisão do TSE intriga todos os partidos em plena efervescência eleitoral. O PSB acha estranho tal alteração nesse momento e vai recorrer da decisão”, informou o socialista.

Também em apartes, os deputados João Braga (PV), Gilberto Marques Paulo (PSDB) e André Campos (PTB) fizeram discursos quase que uniformes quanto à questão.

Todos concordaram com a nova leitura da lei feita pelo TSE mas questionaram a data de adoção da mesma. Já Ranilson Ramos (PPS), posicionou-se como defensor inconteste da medida. O deputado disse que a decisão “botou os partidos nos trilhos” e que não se pode conceber aliança entre siglas que tenham candidaturas diferente à presidência.

Ao finalizar seu discurso José Queiroz foi contundente: “o processo deveria ser aperfeiçoado sem ser atropelado inoportunamente por uma corte Suprema”. O deputado ainda aproveitou o momento para conclamar os partidos de oposição no Estado a traçarem um caminho único rumo as eleições. “Nós devemos mostrar maturidade e visão pública nesse momento. Convoco os oito partidos progressistas desse Estado para discutir um programa comum de governo e construir uma nova realidade para Pernambuco”, conclui.