Assembléia prioriza busca de soluções para conter violência A Assembléia Legislativa (Alepe) deu início aos trabalhos de 2002 priorizando o debate sobre segurança pública. O presidente da Casa, Romário Dias (PFL), marcou para a próxima semana uma reunião da Mesa Diretora com a presença dos líderes partidário para discutir o assunto.
Dias ressaltou o aumento da violência em todo o país e destacou a importância do Poder Legislativo se posicionar diante desse processo. “Nós não podemos ficar à margem desse problema. Conforme decidido em reunião do ano passado, vamos realizar um grande debate sobre a violência e apresentarmos soluções ao Executivo e a sociedade civil”, diz. O presidente revelou ainda que a pretensão da iniciativa é ampliar o debate a outros estados.
O deputado da oposição, Sérgio Leite (PT), disse que a segurança pública, juntamente com o projeto de alteração do Regimento Interno e de criação do código e da comissão de ética, que já estão na pauta da Casa, deve ser o tema principal da Assembléia para esse ano. “O estado de violência está insuportável. Pernambuco registra um dos maiores índices do país e dentro das possibilidades da legislatura algo tem de ser feito”, afirma. Leite concorda que a discussão tem de ser estendida aos demais estados e defende a elaboração de propostas para que possam ser cobradas atitudes do Judiciário e do Governo Federal.
O líder do PMDB, deputado Hélio Urquisa, também manifestou-se a favor do destaque dado a questão da segurança. O parlamentar enfatizou o crescimento da violência como um fenômeno nacional e internacional e já aponta medidas que poderiam ser tomadas. Ele propõe um controle federal sobre a unificação das polícias e mais presídios de segurança máxima. Urquisa ainda acha que uma política de fixação do trabalhador no campo deve ser criada para a contenção da violência. “O êxodo rural deve ser invertido, evitando-se uma grande concentração de pessoas nas grandes cidades, a violência pode ser minorada”, opina. “Não podemos cruzar os braços. A sociedade espera por uma resposta e a Assembléia deve cumprir o seu papel”, conclui o deputado.
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