CPI da Água investiga ação contra a Gelisa

Em 21/11/2001 - 00:00
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CPI da Água investiga ação contra a Gelisa A CPI da Água Mineral se reuniu ontem para investigar um atentado ocorrido com uma das maiores empresas do setor no Estado, a Gelisa. Estiveram presentes o proprietário da empresa, Paulo Travassos, e um ex-gerente, José Maurício Araújo, ouvidos separadamente pelos deputados. Em seguida foi chamado o delegado da Polícia Civil encarregado do caso, Paulo Fernando Nogueira, que prestou esclarecimentos sobre o ataque contra a estação da Gelisa em Paulista, em 18 de setembro deste ano.Na madrugada desse dia, um grupo de encapuzados rendeu o vigia da estação e tentou contaminar a água mineral com uma substância desconhecida, causando a paralisação da empresa por vários dias. Para o presidente da CPI, deputado Sérgio Pinho Alves (PSDB), o atentado está ligado à recusa da Gelisa de igualar o preço para os distribuidores de seu garrafão de água, de R$ 0,60, com o resto do mercado, de R$ 1,00. Investigar a existência de um cartel no comércio da água mineral tem sido uma das maiores preocupações da Comissão.Ex-gerente de produção da empresa, José Maurício declarou que foi demitido pelo proprietário por ter falado com a imprensa sobre o atentado sem sua autorização. Durante seu depoimento ele entrou em contradição quando primeiro disse que não era amigo do dono da Gelisa, e em seguida confirmou que o conhecia desde criança. Os deputados Antônio de Pádua (PMDB) e Augusto Coutinho (PFL) constataram que seus depoimentos eram evasivos e pouco acrescentavam aos trabalhos. Os parlamentares vão analisar possíveis investigações sobre Maurício, como quebra do sigilo telefônico e uma acareação entre o ex-empregado e o empregador.Sérgio Pinho Alves acredita que os depoimentos podem ter sido combinados entre os dois.

“Foram declarações vazias, que esclareceram muito pouco sobre o atentado na Gelisa, a formação de cartel ou a sonegação fiscal no setor”, disse o deputado.

Na próxima terça a CPI planeja reunir-se reservadamente com o Ministério Público, a Polícia Civil e a Procuradoria da Casa para orientar novas investigações.