Queiroz defende novo modelo para o Estado O líder da oposição, deputado José Queiroz (PDT), defendeu ontem, na Assembléia, um novo modelo de Estado, de concepção de desenvolvimento, visando combater a violência e garantir a segurança da sociedade. Assegurou que o quadro atual, caótico, não será alterado com medidas voltadas para atenuar os efeitos da crise, que tem raízes no formato de Estado, de modelo econômico e social.José Queiroz esclareceu que a política do Governo Federal, do Estado de Pernambuco, comprovam que nada mudou nos últimos anos apesar das promessas de melhorias. A rigor, o país está submisso ao modelo neoliberal, com enorme dívida externa e interna, numa sangria que prejudica o desenvolvimento e compromete a soberania da nação.Dentro desse formato – advertiu – nada se pode esperar no sentido de uma política de segurança que atenda aos interesses da sociedade. Não basta, pois, investir em delegacias, equipamentos, recursos humanos, pois a tendência será o crescimento da pobreza, dos desajustes, com reflexos no aumento da violência e da criminalidade.O deputado Pedro Eurico (PSDB), em aparte, alertou que a sociedade exige respostas hoje, imediatas, e que não há como esperar que haja um novo governo e novos caminhos. Assegurou que o povo quer debater a questão da violência, defende medidas concretas para reprimir a criminalidade, e a Assembléia tem legitimidade para ações nesse sentido.O deputado Jorge Gomes (PSB) ressaltou que a liderança da oposição colocou de forma clara o eixo da questão, ou seja, o modelo neoliberal que está falindo em todo o mundo. O parlamentar adiantou que tal modelo ampliou o desemprego, a pobreza, a exclusão social que está na base do crescimento da violência no Estado e no país.O deputado Antônio de Pádua (PMDB) admitiu que o problema da violência é antigo e que o Governo do Estado vem fazendo um esforço para garantir a segurança da população e promover o desenvolvimento, enquanto o deputado José Queiroz finalizou assegurando que o Poder Executivo é responsável pelo caos na segurança, sobretudo porque mantém uma política que aprofunda o fosso social.
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