Henrique defende moto-taxista O deputado Henrique Queiroz (PPB) requereu ontem que sejam tomadas providências para autorizar o emplacamento vermelho nas motos que funcionam como transporte alternativo nas cidades do Interior. O parlamentar afirmou que teve uma reunião em Caruaru, com representantes dos moto taxistas. Eles reclamam que, como a situação da categoria ainda não foi regularizada, várias multas vêm sendo aplicadas e os moto taxistas não têm condição de pagar. Segundo Henrique Queiroz, são mais de mil moto taxistas só em Caruaru, mas o problema se estende a todos os municípios do Estado. Ele defendeu que esse transporte é um meio de vida para muitas famílias e que atende às necessidades da população do Interior. “Um dos moto taxistas mostrou que uma multa foi aplicada no valor de R$ 504,00. Esse problema já foi resolvido no Rio Grande do Norte e na Paraíba, com o emplacamento vermelho”, explicou Queiroz. Roberto Liberato (PFL) foi um dos deputados que dirigiu-se para o microfone de apartes. Ele parabenizou Queiroz pela iniciativa e disse que a preocupação é geral quanto ao problema.
Augustinho Rufino (PSDC) ressaltou que o transporte alternativo é barato e que a população do interior precisa do serviço. Ele afirmou ainda que a problema das multas é preocupante.Tensão – O aparte do deputado José Queiroz (PDT) causou uma certa tensão no Plenário. Ele disse que, ao criticar a falta de regularização, o deputado do PPB fazia uma crítica ao Governo do Estado. O pedetista informou que existe uma lei, regulamentada por ele, em 1996, quando era prefeito de Caruaru. Acusou ainda o atual prefeito do município, Tony Gel, de “omisso” em relação ao problema.Henrique Queiroz respondeu, afirmando que o ex-prefeito deu apenas uma falsa esperança aos moto taxistas, já que não tinha autoridade para legalizar nada, o que causou uma série de multas. Henrique ironizou: “E ainda vem culpar o Governo…”.José Augusto Farias (PSB) alertou para a necessidade de regulamentar o transporte alternativo para que ele não se torne um risco à população. Ele destacou ainda a necessidade de controle dos profissionais. Geraldo Melo concordou com Farias, informando inclusive que enviou novamente o projeto de sua autoria, que prevê a reprodução da placa da moto no capacete, para a assessoria do Governo do Estado. “A matéria não é de trânsito, é de segurança”.
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