Assembléia lança livros sobre parlamentares do século XX

Em 01/11/2001 - 00:00
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Assembléia lança livros sobre parlamentares do século XX “No início era o tempo, de sussurros e aura de rebelião. Depois vingou o verbo – nas auras do vento, com sopros de agitação”. Esse é o começo do livro que conta a história política de Paulo Cavalcanti, de autoria do jornalista Nagib Jorge Neto. A Assembléia Legislativa de Pernambuco lançou ontem os três primeiros livros que fazem parte do projeto Perfil Parlamentar – Século XX. Os outros nomes homenageados foram o de Agamenon Magalhães, que teve sua biografia escrita pelo jornalista José Adalberto Ribeiro, e Estácio Coimbra, pelo também jornalista Ronildo Maia Leite. Ao todo, o Poder Legislativo está lançando 22 obras que relatam a trajetória de políticos já falecidos que passaram pela Casa de Joaquim Nabuco. Os nomes dos parlamentares foram escolhidos por uma comissão formada por integrantes da Fundação Joaquim Nabuco, Universidade Federal de Pernambuco, Instituto Arqueológico, Comissão Estadual de Cultura e Academia Pernambucana de Letras.A sessão de lançamento dos livros foi aberta pelo presidente da AL, deputado Romário Dias (PFL). O presidente afirmou que a iniciativa é um “apoio especial à cultura, à memória do Legislativo, do Estado de Pernambuco e à memória do Brasil”. Ele ressaltou ainda que a sugestão do projeto foi dada pelo superintendente do Diario de Pernambuco, Luiz Otávio Cavalcanti. Presidindo uma mesa formada pelo procurador Sílvio Pessoa, que representou o governador Jarbas Vasconcelos, pelo ex-governador Cid Sampaio, o presidente da comissão que escolheu os 22 nomes homenageados, Antônio Correia, e ainda Magnólia Cavalcanti, Sílvia Rodrigues Coimbra e Armando Monteiro Filho, familiares dos homenageados, Romário Dias passou a palavra a Cavalcanti.Em seu pronunciamento, o superintendente do Diario de Pernambuco parabenizou a Assembléia pela “homenagem profundamente pernambucana” que estava sendo prestada e disse também que a decisão de distribuir os perfis entre os estudantes das redes públicas de ensino é uma “lição de pernambucanidade”.