Comissão de Saúde quer idoso doando sangue para hospitais A Comissão de Saúde reuniu-se em audiência pública, ontem pela manhã, para exposição e debate da tese do professor Divaldo Almeida Sampaio sobre a doação sangüínea dos idosos maiores de 60 anos, com a participação do médico- hematologista e professor adjunto da UPE, Dr. Luiz Gonzaga, e do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Pernambuco (Sincofarma), representado pelo seu presidente, José Claudio Soares, e a Assessora de Marketing, Silvia Soares.Em sua tese, realizada entre os anos de 1997-98, Divaldo Sampaio fez uma série de pesquisas para caracterização descritiva de candidatos à doação de sangue do grupo sangüíneo de 50 à 60 anos, ex-doadores excluídos por limite de idade (portaria ministerial proíbe doação de idosos acima dos 60 anos desde 1993), e não doadores de acima dos 50 anos, fazendo, então, uma análise comparativa com os candidatos de 18 à 28 anos da cidade do Recife.Ao final dos estudos, Divaldo concluiu, de acordo com critérios técnico-científicos, que candidatos à doação sangüínea entre as idades de 50 à 60 anos asseguram maior confiabilidade, tem melhor desempenho e disponibilidade, além de estarem mais aptos para a doação. Complementando que “não podemos continuar presos a uma legislação obsoleta e não fundamenta em critérios científicos”.O deputado José Queiroz (PDT), parabenizou o professor. Divaldo por seu trabalho, manifestando seu apoio para que a Comissão de Saúde formule um projeto que atente para modificação da legislação atual. Já o deputado José Marcos (PFL), mencionando que há a possibilidade de alteração da legislação vigente por parte do próprio Ministério da Saúde, também parabenizou o trabalho do professor, sentindo-se “frustrado por fazer parte da faixa etária excluída da doação”.Em acordo com o deputado José Queiroz, o presidente da Comissão de Saúde, deputado Garibaldi Gurgel (PMDB), sinalizou o interesse da Comissão em apresentar tal projeto, tendo como base a tese apresentada por Divaldo, e ratificou que “um futuro doador deve ser avaliado apena s por sua aptidão física e disponibilidade para tanto”. No que também foi apoiado pelo deputado Ulisses Tenório (PSDB).Antes de encerrar a audiência, o deputado Garibaldi passou a palavra para o dr Luiz Gonzaga que, em acordo com todos da mesa, avaliou a iniciativa da Alepe como “condizente com a posição pioneira do Estado na Hemoterapia nacional”.
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