É pedida proteção para testemunha

Em 28/09/2001 - 00:00
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É pedida proteção para testemunha A CPI da Violência voltou a se reunir na tarde de ontem, para colher o depoimento do tenente Claudiano de Araújo Santos, da Polícia Militar (PM). O oficial é acusado de envolvimento nas mortes de três pessoas, inclusive o soldado PM, Genivaldo Lopes dos Santos, crime ocorrido no dia 31 de agosto passado. Depois de passar quase uma hora tentando explicar os dois incidentes, o tenente não conseguiu convencer os deputados da sua inocência. Em seguida, foi feita uma acareação entre o oficial da PM e a ex-noiva do soldado, Adna Pinheiro, que presenciou a troca de tiros ocorrida num posto de gasolina, na Caxangá.Diante da constatação de contradições entre a versão do tenente e as afirmações de Adna e outros depoimentos já colhidos, o presidente da CPI, deputado Pedro Eurico (PSDB) conseguiu aprovar duas medidas. Um requerimento sugerindo a Secretaria de Defesa Social (SDS), que determine o afastamento do tenente Claudiano das suas atividades policiais até a conclusão das investigações, fazendo cumprir o artigo 14 da lei que criou a Corregedoria Única das Polícias Militar e Civil. E uma solicitação de proteção também a SDS, para garantir a vida da ex-noiva do soldado, diante de posições “intimidadoras” ditas pelo tenente na sessão da CPI. O tenente sustentou a versão de que só atirou três vezes respondendo a uma agressão do soldado, que teria desferido um tiro contra seu carro. Adna desmentiu a versão afirmando que o oficialOs deputados demonstraram estranheza pelo fato dos carros terem sido retirados da cena do crime pela PM, e inclusive, foram sido lavados, o que compromete a identificação de provas. (P M)