Pároco é contrário à prática de uma religiosidade alienante

Em 26/09/2001 - 00:00
-A A+

Pároco é contrário à prática de uma religiosidade alienante Depois de ter sido saudado também por representantes da comunidade de Casa Forte, o padre Edwaldo Gomes agradeceu a Deus pelo dom da vida e aos parlamentares e convidados pelas homenagens. O religioso lembrou que durante estes 70 anos de idade e 45 anos de vida sacerdotal sempre procurou servir conforme os ensinamentos do Pai Eterno. “Tenho consciência de que tenho vivido na busca do servir a Deus, servindo ao próximo, pois muito cedo entendi que Deus e os homens não devem andar separados na mente e no coração de um sacerdote, como de resto na vida dos cristãos bem formados”, afirmou o vigário.

Padre Edwaldo Gomes afirmou que “houve exageros nas homenagens” e disse que “recebe mais amor e carinho do que pode oferecer”. Ele defendeu que os sacerdotes não se preocupem só com a salvação das almas e invistam também no ser humano, que não é composto só de alma, mas de corpo também. Lembrando Dom Hélder afirmou: “Não somos pastores de almas, somos pastores de homens. Os eternos exploradores do próximo adoram ver um padre que só se preocupa com a salvação eterna de homens e mulheres, que pregam e estimulam um religiosidade alienante e para alienados, deixando-os soltos na área”, criticou o vigário.Preocupado com as questões sociais, o padre afirmou que se senti feliz quando os parlamentares se preocupam com o “bem comum” e se disse “revoltado quando vê certos políticos sem visão, trazendo para esta Casa séria questões insignificantes para um povo sofrido”. Edwaldo Gomes disse ainda, que acompanha as ações do Legislativo, particularmente as CPIs e concluiu “lamentando a existência de um Judiciário fragilizado incapaz de levar a bom termo a apuração e punição dos culpados”. (Pedro Marins)