Gilvan Costa quer aprofundar debate sobre o racismo no País Uma manifestação, um grito a favor dos excluídos. Essa a definição do pronunciamento do deputado Gilvan Costa (líder do PTN), ao abordar a 3ª Conferência Internacional da ONU Contra o Racismo. O encontro mundial realizou-se em Durban, África do Sul e ao exaltar a iniciativa em favor de uma sociedade mais justa, o parlamentar lembrou o Papa João Paulo II, que convocou todos os povos a, unidos, vencerem as barreiras da discriminação e da injustiça social, apostando na caridade. Gilvan Costa convoca famílias e comunidades cristãs a multiplicarem os gestos de acolhimento e de promoção dos carentes, a “formar desde crianças e adolescentes na prática do amor gratuito e na grande felicidade do dom de si”. Ele se revelou literalmente contrário a qualquer tipo de discriminação, a começar por cotas estipuladas por certos governantes e intelectuais, repelindo “cotas para qualquer tipo de raça, inclusive de universidades”. O líder do PTN alerta que todos os brasileiros descendem de uma miscigenação entre índios, brancos e negros, “formando verdadeiramente uma nação da mestiçagem”. E questiona como definir quem é negro, quais os negros com direito a universidades, enquanto a Constituição Federal garante o direito à educação sem qualquer restrição. Mais de 180 países tomaram parte nos debates em Durban. E Gilvan Costa espera que esta terceira reunião patrocinada pela ONU “não tenha sido mais um grande turismo internacional, como foi a III Conferência Sobre Desertificação realizada aqui no Recife, que até hoje nada de positivo alcançou. (Antônio Azevedo)
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