Queiroz diz que Governo não é eficiente

Em 05/09/2001 - 00:00
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Queiroz diz que Governo não é eficiente Nas suas críticas à administração do governador Jarbas Vasconcelos, o líder da oposição deputado José Queiroz (PDT) disse que ela não atende as expectativas da população. “O governo só tem eficiência de mídia, prega a modernidade e não conseguiu equilibrar as contas públicas”, afirmou Queiroz, questionando os resultados do governo que venceu a eleição de 1998 com mais de um milhão de votos de frente.Queiroz lembrou que o secretário da Fazenda Jorge Jatobá já admitiu que o Estado vai fechar o ano com déficit nas suas contas de R$ 200 milhões. Depois o próprio governador “tentou contornar a situação reconhecendo que o desencontro das contas poderá ser de R$ 150 milhões”, versão que foi reforçada pelo vice-governador, Mendonça Filho em entrevista à imprensa na última segunda-feira. De acordo com o deputado a perspectiva é de que no próximo ano o déficit continue. “Vamos chegar ao final deste governo como começamos falando em déficit”, completou Queiroz, lembrando que o governo não consegue dar respostas à sociedade como na área de segurança.O líder da oposição acusou o governador de usar o helicóptero da Polícia Militar para visitar obras. “O helicóptero serve mais para as viagens de Jarbas do que para proteger a população”, afirmou.Em aparte, o deputado Jorge Gomes (PSB) parabenizou Queiroz pelo pronunciamento e lamentou que o governo prometeu pagar em dia os salários dos servidores e não está conseguindo. O parlamentar pedetista recordou que o funcionalismo está sem reajuste salarial desde 1995 e cobrou uma posição do governo.José Queiroz também criticou o aumento dos custos da duplicação da BR-232 realizada através de aditivos. “A questão central não é o túnel que está sendo analisado pelo Tribunal de Contas do Estado, o problema é que a obra começou custando R$ 170 milhões, com mais um aditivo foi para R$ 266 milhões e agora com mais um aditivo chega-se a R$ 300 milhões”, afirmou o deputado, acrescentando que o TCE “não teve resposta concreta sobre o realiamento de preços da obra. (Pedro Marins)