Medalha homenageia mulher Já se encontra na Comissão de Justiça, para análise, quando seguirá para votação na Plenária da Assembléia Legislativa, o Projeto de Resolução nº 862/2001, da deputada Teresa Duere (PFL), que cria a medalha Mulheres de Tejucupapo, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.Serão entregues duas medalhas por ano, a partir de 2002, sempre no dia 8 de março, ou no primeiro dia útil antecedente ou subsequente, no caso da data cair num sábado, domingo ou feriado. E homenageará uma pessoa física e uma pessoa jurídica que tenham se destacado em defesa dos direitos da mulher, notadamente no Estado de Pernambuco. Os nomes sairão de uma comissão de sete pessoas, formada anualmente através de ato do presidente da AL.As medalhas, classe ouro, serão cunhadas contendo em relevo a imagem da Batalha das Mulheres de Tejucupapo e, em destaque, a data de 8 de março e a respectiva alusão ao Dia Internacional da Mulher. No verso da medalha, a imagem do Palácio Joaquim Nabuco.Em sua justificativa para a criação da medalha, a deput ada estadual Teresa Duere se reporta à epopéia das heroínas de Tejucupapo, desde a invasão holandesa, em 1630, e sua ocupação em Pernambuco por 24 anos.
Mas em 1646, juntaram-se à revolta pernambucana os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. “Era um período de fome, já que os holandeses não permitiam a vinda de alimentos da Nova Holanda (faixa litorânea de Pernambuco tomada pelos holandeses) para o resto da região. E Tejucupapo, uma pequena vila no litoral norte do estado, tornou-se palco de um dos mais dramáticos conflitos na resistência colonial portuguesa contra o domínio holandês”, destaca a deputada.A inferioridade numérica dos homens de tejucupapo foi fatal e todos morreram. Mas as mulheres reagiram e foram contra os holandeses com todo tipo de arma que tinham em casa. Até água fervente foi jogada no inimigo, que recuou com a reação feminina.”Ainda hoje, a população de Tejucupapo é formada basicamente por pescadores e agricultores. Muitos conhecem a história das heroínas, embora quase não haja te xtos sobre os feitos.
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