Uchôa nega rompimento com Jarbas e o PMDB O primeiro-secretário da Assembléia Legislativa, deputado Guilherme Uchôa (PMDB), negou ontem haver rompido com o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e ter deixado o partido, conforme havia noticiado um colunista da imprensa local.
Segundo esse colunista, o parlamentar já teria sido convidado a ingressar no PSDB, mas sua preferência seria o novo partido a ser formado com fusão de PDT e PTB. Afirmando um posicionamento “sempre coerente”, através dos anos de atividades política, Uchôa recordou sua combatividade durante a gestão Miguel Arraes quando, segundo ele, manteve “firme oposição ao mito que se dizia imbatível”.
Uchôa assegurou jamais ter trocado de legenda, repelindo as informações porquanto continuará seguindo orientação do presidente do PMDB. Em referência ao anunciado rompimento com Jarbas Vasconcelos, foi incisivo: “Romper com o governador por um simples fuxico, por comentários de outrem, isso não. Se um dia divergir, não será por meio de um colunista que o problema será levado ao governador”. Ele foi objetivo: continuará no PMDB e descontentamentos podem ocorrer no partido, “coisa normal no quadro político”.
O deputado também reportou-se à notícia que concorreria à Presidência da Assembléia, no próximo ano. “É uma prerrogativa inerente ao cargo de parlamentar, direito que cabe a qualquer um dos 49 eleitos para esta Casa”, apontou. E num desabafo concluiu que não mais voltará à tribuna abordando esse assunto e se eventualmente algum dia deixar o PMDB, buscará legenda onde tenha campo de atuação, pois não se sente “acorrentado” a essa agremiação ou qualquer outra.
Aparte O deputado Geraldo Melo (PMDB) admitiu como “natural” a ocorrência de discordâncias na bancada do partido. Ele instou que fossem “deixadas de lado as fofocas”, podendo as divergências serem levadas para discussão com o governador, logo que este retorne da Europa. Melo relembrou os “duros tempos do DOPS”, quando os políticos tinham de ter muita coragem para enfrentar o regime militar e, no entanto, o PMDB nunca “tergiversou na defesa dos seus princípios”. (Antônio Azevedo)
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