Paz entre famílias está mais próxima Um conflito entre famílias, iniciado em 1987, com mais de 100 mortes, pode chegar ao fim. Ontem, representantes dos clãs Gonçalves, Araquan e Russo acertaram, com a CPI da Pistolagem, os detalhos do acordo de pacificação, assinado no mês passado na Assembléia Legislativa.
Os advogados das famílias se comprometeram a entregar à CPI, em três dias, um levantamento da situação processual dos 25 presos envolvidos nas mortes entre os clãs. Na reunião com os deputados Pedro Eurico (líder do PSB e presidente da CPI), Antônio Moraes (PSDB) e Marcantônio Dourado (PMDB), que contou também com a presença do juiz das Execuções Penais, Adeíldo Nunes, foi também acertado que, durante seis meses, cada família evitará circular pelas cidades das antigas rivais.
Posteriormente, as famílias serão convocadas para a assinatura de um protocolo, um documento de regras de comportamento que se espera ponha termo, de uma vez por todas, às desavenças.
O juiz Adeíldo Nunes informou que vários presos serão transferidos da capital para Salgueiro, dentro do acordo firmado entre as partes. Por outro lado, o Tribunal de Justiça verificará processos envolvendo as famílias, dando uma colaboração fundamental. Barná Russo e Rogério Araquan manifestaram plena satisfação pelo acordo.
Feliz com os resultados, Pedro Eurico realçou a participação “intensa” do Legislativo Estadual na pacificação entre as famílias. (Natália Câmara/Antônio Azevedo)
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