Discussões sobre o Conselho de Defesa serão aprofundadas O projeto 527/00, do Poder Executivo, encaminhado à Assembléia Legislativa para votação em regime de urgência, dispondo sobre competência e atribuição da Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social e criando o Conselho de Defesa Social, não foi a plenário ontem, como informou a imprensa local.
Apesar do projeto “assegurar a intenção de resgatar” as instituições policiais junto à sociedade, o deputado Antônio Moraes (PSDB) apelou ao líder do Governo, Romário Dias (PFL), para que o assunto seja submetido a um amplo debate. “Sou favorável aos objetivos, mas não posso aceitar o afastamento sumário de PMs e policiais civis, como se pretende. Por isso, quero uma análise detalhada, e isso leva naturalmente a discussões que resultem no aperfeiçoamento do projeto.
É perigoso recolher armas dos policiais e suspendê-los. Cabe a esta Casa sugerir outros caminhos”, justificou Moraes.
Romário Dias revelou-se satisfeito pela sugestão de Antônio Moraes e admitiu “algumas falhas” na mensagem governamental. Diante disso, sugeriu a realização de uma reunião da CPI do Narcotráfico na próxima terça-feira para as discussões necessárias. Mas ressalvou que o Governo visava afastar policiais “enquanto fossem apurados envolvimentos”. Para Romário, a atitude de Moraes foi oportuna porquanto o parlamentar é delegado da Polícia Civil e ex-secretário de Segurança Pública, “tendo muito a contribuir com sua experiência”.
Contrário Já o deputado José Queiroz (PDT) posicionou-se contrário ao afastamento sumário de policiais, considerando “inócua” a medida, daí a importância dos debates que ocorrerão neste Poder Legislativo. Enquanto o deputado Pedro Eurico (PSB) afirmou-se surpreso com a notícia da imprensa e comentou ter conversado com delegados de polícia, mostrando a preocupação de todos, “que ficariam tolhidos se o projeto fosse aprovado sem modificações”. Como presidente da CPI do Narcotráfico, ele é favorável ao debate em torno do assunto, vendo a necessidade “imperiosa” de reaparelhamento da segurança não apenas em Pernambuco, mas em todo o Brasil. Por fim, Sérgio Leite (líder do PT) afirmou que não é contrário à iniciativa governamental e sim “contra punição por decreto, sem provas concretas”, manifestando-se firmemente por discussões nesta Casa. (Antônio Azevedo)
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