Inquérito parado será concluído Ontem, a CPI do Narcotráfico deu mais um passo no sentido de coibir a impunidade no Estado: as investigações para concluir o inquérito civil que apura a morte do PM José Reginaldo Régis, assassinado em dezembro/99, quando a Companhia da PM de Porto de Galinhas foi invadida por um grupo de 10 homens, serão intensificadas. O também soldado Max Geel saiu ferido no episódio.
Existem suspeitas da relação entre o assassinato do PM com o desfecho da ação de buscas a acusados de roubar o Hotel Solar, em Porto de Galinhas, em 97, que terminou na morte acidental do dono do Hotel, Artur Maroja. Depois de quase oito meses do crime, só um Inquérito Policial Militar (IPM) foi concluído e não esclareceu os fatos. Os parlamentares constataram diversas contradições e incoerências no IPM e pediram investigações urgentes. “Em respeito à corporação Polícia Militar, este caso precisa ser concluído,pois como está é uma vergonha”, afirmou o presidente da CPI, Pedro Eurico (PSB).
Os PMs José Régis e Mizael foram chamados pelo dono de restaurantes Alexandre Ramos para reforçar as buscas. Eles terminaram se confrontando com Maroja e seus funcionários, que também procuravam os acusados do roubo. Na confusão houve troca de tiros e o empresário acabou morrendo. O IPM apontou Ramos como um dos suspeitos de ser mandante da invasão do posto da PM. Ele nega participação.
A CPI decidiu enviar um ofício à Procuradoria de Justiça solicitando um promotor para acompanhar o inquérito policial. De acordo com Antônio Moraes(PSDB), existe ainda a suspeita do envolvimento do PM Geel com drogas.
Quanto ao soldado Régis não existia nenhum registro de desvio de conduta. Geel foi ouvido e não ajudou a esclarecer as dúvidas sobre a invasão. Por solicitação do deputado Fernando Lupa (PSDB), a CPI vai pedir o fim da licença do soldado para que ele retorne à PM e contribua para a conclusão das investigações. (P M)
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