CPI prende três acusados de crimes de pistolagem Depois das investigações sobre o caso Narcisinho, a CPI continuou os trabalhos ouvindo três acusados de envolvimento em crimes de pistolagem e roubo de veículos, que promoveriam “desova” de vítimas nos limites de Pernambuco com a Paraíba. Abdoral Gonçalves de Queiroz, Ronaldo Barbosa da Silva e Arnaldo Gomes da Silva (Naldinho) tentaram negar os crimes, mas não conseguiram convencer os deputados que solicitaram a prisão dos três, por mentirem, estando sob juramento da CPI.
Várias contradições ficaram evidentes quando os três, que trabalham no grupo de “segurança” Anjos da Guarda passaram por uma acareação. Nos depoimentos eles foram evasivos quando questionados pelos deputados sobre participação em um grupo de extermínio. A “segurança” é acusada de praticar extorsões em Timbaúba e outros municípios da região.
A determinação da CPI em esclarecer o Caso Narcisinho foi confirmada logo pela manhã quando foi realizada a acareação entre o dentista do garoto, João Barbosa, o perito criminal da Polícia Civil, Jayme Cavalcante Lemos e a dentista amiga da família do menino, Célia Ferreira da Silva. Os três foram questionados pelos deputados Lula Cabral (PFL), presidente interino da CPI, José Queiroz (PDT), relator e ainda Henrique Queiroz (PPB), Antônio de Pádua (PMDB), Fernando Lupa (PSDB) e Antônio Moraes (PSDB).
A dentista Célia Silva assegurou que a arcada dentária do corpo achado era mesmo de Narcisinho. Ela foi rebatida pelo perito Jayme Lemos, que a acusou de ter se baseado num simples e único atendimento à vítima. João Batista, apesar de conhecer melhor a arcada dentária de Narcisinho nunca foi chamado para fazer a identificação da ossada. (A A)
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