Comissão analisa interdição do Ihene

Em 17/06/2000 - 00:00
-A A+

Comissão analisa interdição do Ihene O presidente da Comissão de Saúde, deputado Jorge Gomes (PSB), recebeu farta documentação relacionada com a interdição do Instituto de Hematologia do Nordeste (Ihene), que está sem funcionar há um mês por determinação da Secretaria de Saúde. O material, entregue pelo diretor técnico do Ihene, Clemente Tagliari, será encaminhado aos parlamentares da Comissão.

Como a reunião entre os deputados e os diretores do Ihene não aconteceu, Jorge Gomes decidiu ouvir Tagliari, que apontou as dificuldades do Instituto depois da interdição. Ele assegura com veemência não ter ocorrido óbitos em face do produto aplicado, apresentando “provas clínicas formais” para análise dos deputados. E adiantou que, ao reabrir, o Ihene fornecerá sangue “com a mesma qualidade que firmou o conceito da entidade no País”.

O Ihene instalou-se no Recife em maio de 1997, mas tem como referência atendimento “sem problemas” em outros estados. O grupo contabiliza, somente no Grande Recife, 125 mil transfusões.

O médico Maurício Ostronoff, que veio de São Paulo e atua no transplante de medula óssea no Hospital Português, justificou sua vinda à reunião para externar sua surpresa pela interdição. Ele defendeu o Ihene, informando que conhece a “seriedade do grupo e a competência de Tagliari e sua equipe”. Sua especialidade médica é transplante de medula óssea – já realizou 14 na capital pernambucana. “Se não houvesse ocorrido a interdição, teríamos feito o primeiro transplante no Hospital Osvaldo Cruz”, lamentou Ostronoff. (Antônio Azevedo)