Cidadania debate com a polícia proliferação de seqüestros no Estado A Comissão de Defesa da Cidadania debateu ontem com dois diretores da Polícia Civil a onda de seqüestros-relâmpagos que têm atormentado moradores da Grande Recife e até de municípios pequenos do interior do Estado. O diretor de Polícia Judiciária, Antônio Araújo Feitosa, e o diretor de Polícia Especializada, Evaristo Ferreira Neto, reconheceram que a situação é preocupante e garantiram que a Polícia Civil tem concentrado esforços para tentar desbaratar as quadrilhas que praticam o crime hediondo.
O presidente da comissão, deputado João Paulo (PT), lembrou que os casos de seqüestros estão se multiplicando e cada vez mais atingindo cidadãos comuns e até em cidades pequenas como Ribeirão e Escada na Zona da Mata Sul. “A situação está ficando insustentável e exige uma ação enérgica para proteger a sociedade”, afirmou o petista.
O deputado solicitou informações sobre as articulações das quadrilhas e questionou sobre as perspectivas de redução do crime, “que corre o risco de se tornar banalizado”.
Antônio Feitosa disse que a modalidade de crime foi importada do Sudeste em 1998, mas não tem participação de criminosos de fora. Afirmou que a chegada dos seqüestros ao interior decorre da distância dos grandes centros onde atuam mais policiais. Feitosa condenou a divulgação pela imprensa dos valores pagos nos resgastes que, segundo ele, servem de estímulo para os seqüestradores.
O empresário José Zeca Borges, que trouxe do Rio de Janeiro o projeto do Disque-Denúncia, também participou do debate. Ele confirmou que já está valendo a recompensa de R$ 300 até R$ 2 mil por informações que levem à prisão de quadrilhas de seqüestradores. Os denunciantes têm a garantia do sigilo. Feitosa também afirmou que as vítimas poderiam ajudar depondo diretamente na sede da Polícia Civil, na rua da Aurora, caso sintam-se constrangidas de comparecer às delegacias. (Pedro Marins)
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