Ranílson pede proteção aos mananciais O deputado Ranilson Ramos (PPS) registrou ontem, na Assembléia Legislativa, a passagem do “Dia Mundial da Água”, lembrando a necessidade de uma reflexão sobre o tema, sobretudo porque não temos um programa permanente de convivência com a seca, que ainda não foi implantado no Nordeste, apesar dos prejuízos materiais e humanos desde o registro do fenômeno em 1559.
Ranilson Ramos esclareceu que não existe um programa de preservação dos nossos mananciais, a exemplo do Programa de Preservação do Rio São Francisco, que não foi sequer elaborado, apesar das previsões da NASA, que em estudo recente levanta a hipótese que pode se transformar em simples riacho, tendo em vista os níveis de evaporação e a degradação ambiental que atinge o rio e seus afluentes.
Ranilson Ramos afirmou que, em escala global, se estima que 1,39 bilhão de km3 de água estão disponíveis, sendo 2,66 de água doce e o resto salgada, de forma que a demanda para água é cada vez maior e as tendências das últimas décadas não são exceções. Assim 75% de água se usa na agricultura, 21% na indústria e apenas 4% se destina ao consumo humano nas cidades.
Daí acentuou que no Nordeste, excetuando os reservatórios destinados a geração de energia, o volume armazenado, ainda insuficiente, corresponde aproximadamente a 26 bilhões de m3, dos quais 17% estão concentrados em apenas dois açudes de grande porte. Assim há má distribuição dos estoques de água, repercutindo danosamente nos períodos de estiagens prolongadas.
Ao finalizar seu pronunciamento, Ranilson Ramos lembrou a Declaração de Dublin, de 1992, em que se recomenda um enfoque radicalmente novo na avaliação, aproveitamento e gestão dos recursos de água doce, sendo necessário um compromisso político e uma participação que envolva altas esferas do Governo até as comunidades mais subdesenvolvidas. (Nagib Jorge Neto)
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