Para a deputada Luciana Santos (PC do B), a “forma autoritária” da administração do município de Olinda está prejudicando a população e colocando em risco o patrimônio daquela cidade. “Queremos transparência nos atos, que estão sendo impostos sem discussão e passando por cima de trâmites legais”, denunciou a deputada.
Segundo ela, a gestão de Jacilda Urquisa (PMDB) “irresponsavelmente” desativou o Plano de Saúde Familiar e o Plano de Agentes Comunitários de Saúde, prejudicando a população que utilizava os serviços. Através de lei, a prefeita também inviabilizou o Conselho de Saúde. “Entramos com uma representação no Ministério Público, que considerou a lei inconstitucional”.
Luciana apontou “outra irregularidade” cometida pela Prefeitura: a concessão de um terreno, por tempo indeterminado e sem licitação, para uma empresa construir um posto de gasolina. “A dispensa só poderia ser feita por interesse público.
Além do mais, há dúvidas sobre a idoneidade dessa empresa”.
A construção da Via Costeira, no valor de R$ 14 milhões, também foi alvo das críticas da deputada. Ela afirmou que o projeto não passou pela Câmara Municipal e que há contestação técnica sobre sua viabilidade. “Por tudo isso, estamos convocando uma audiência pública para a próxima quarta-feira, na Comissão de Meio Ambiente, para esclarecer a função do projeto e sua legalidade”, frisou.
O deputado Hélio Urquisa (PMDB) disse que estranhava as denúncias, afirmando que a deputada “estava desinformada”. Segundo ele, as medidas adotadas pela Prefeitura de Olinda estão criando um “novo quadro” no município. “Nosso desejo é trazer investimentos e empregos para a cidade”, concluiu. (Marconi Glauco)