O primeiro secretário da Assembléia Legislativa, deputado Guilherme Uchôa (PMDB), defendeu, ontem, o juiz de Direito Aquino de Farias Reis, que foi acusado por membros do Movimento Tortura Nunca Mais de participar de tortura à época da ditadura militar. “O magistrado é um homem que muitos gostariam de sê- lo, digno de ser imitado”, afirmou.
Para Uchôa, “os revanchistas” procuram denegrir a imagem do juiz, que postula uma vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado. “Que graça há em juntar velha papelada, mofada pelo tempo, não agasalhada pela história pátria contemporânea, que não vai além de um artifício político, com a finalidade de confundir a opinião pública?”, questionou.
O parlamentar disse que se o militante político Odijas Carvalho de Souza foi morto por agentes da repressão “que se ofereçam denúncias convincentes que possam produzir boas provas”. “Se o juiz, que era delegado de polícia à época, teria participado de sessões de tortura, é de se estranhar que uma denúncia de tal gravidade não seja pública e notória. Não creio que seja Aquino a pessoa apontada pelos denunciantes”, afirmou.
Os deputados Gilberto Marques Paulo (PFL) e Sebastião Rufino (PFL) também defenderam o juiz, não acreditando que o mesmo tenha participado dos referidos atos. Já Luciana Santos (PC do B) e João Paulo (PT) ponderaram que é preciso apurar os fatos para que se obtenha a verdade. (Marconi Glauco)