
ANÁLISE – Ao registrar a comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade, deputado criticou as medidas do atual governo para o setor. Foto: Roberta Guimarães
Ao registrar a comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade, em discurso no Pequeno Expediente desta quarta (22), o deputado João Paulo (PCdoB) criticou as medidas do Governo Bolsonaro para a área ambiental. O parlamentar citou decisões do atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, como o corte de verbas para ações contra as mudanças climáticas e para a fiscalização ambiental.
Um dos exemplos de retrocesso enumerados pelo comunista seria o corte de R$ 11,2 milhões no orçamento da Política Nacional sobre Mudança do Clima, o equivalente a 95% de todos os recursos dessa área. “Bolsonaro e Salles cometeram atitudes questionáveis e assustadoras, que podem significar a destruição da nossa fauna e flora a partir de uma política negacionista das previsões científicas sobre as mudanças climáticas”, declarou.
“Na fiscalização ambiental, o ministro estimulou atos de agressores, poluidores e desmatadores, enquanto os defensores do meio ambiente tiveram as mãos atadas”, considerou João Paulo. “Além disso, a aplicação de R$ 1 bilhão oriundo de multas aplicadas pelo Ibama, que seria utilizado em 34 projetos de recuperação de bacias do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba, está congelado apenas porque o ministro não quer mais a participação das organizações não governamentais em ações federais”, exemplificou.
O deputado do PCdoB destacou que os ministros do Meio Ambiente de todos os governos desde a criação do Ministério, em 1992, em reunião no último dia 8, condenaram as políticas do Governo Bolsonaro. “O presidente esvaziou a política ambiental brasileira, construída e respeitada ao longo de décadas”, avaliou o deputado estadual.
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