A Comissão Especial que acompanha a implantação do Programa Fome Zero no Estado, criada pela Assembléia Legislativa, realizou, na última sexta-feira, uma audiência pública na cidade de Ouricuri, no Sertão do Araripe. Os parlamentares que integram o colegiado foram acompanhar a inserção dos Comitês Gestores do Fome Zero nos 11 municípios que formam a região do Araripe.
Representantes dos municípios de Ouricuri, Ipubi, Trindade, Moreilândia, Bodocó, Santa Filomena, Exú, Parnamirim, Granito e Araripina participaram da reunião. Eles relataram uma série de dificuldades que vêm enfrentando para a formação dos conselhos, necessários para definir as ações do programa em cada localidade. Dentre os problemas registrados, estão a inclusão de pessoas que não são carentes nos cadastros únicos; a demora, por parte da Caixa Econômica Federal, na entrega dos cartões das famílias já inclusas no programa; além da falta de material para a realização dos cadastramentos e de estrutura para o funcionamento dos comitês. Os representantes solicitaram, ainda, o aumento no número de pessoas contempladas na região.
De acordo com o representante do Ministério da Segurança Alimentar, Eduardo Simplício, as dificuldades encontradas no Araripe pernambucano são as mesmas vistas em outros Estados. Ele elogiou a iniciativa da Assembléia em criar a comissão especial e assegurou, em nome do ministério, que as providências necessárias para solucionar esses problemas serão tomadas. Apesar disso, ele destacou os avanços já conseguidos no Estado, onde 97 dos 115 Comitês Gestores já iniciaram o trabalho.
A relatora da comissão, deputada Carla Lapa (PSB), afirmou que irá incluir todas as informações em seu relatório. “Com as ações dessa comissão, queremos fazer com que a implementação do programa ocorra sem impedimentos e interferências”, salientou.
Como encaminhamentos a serem definidos, o presidente da comissão especial, deputado Isaltino Nascimento (PT), destacou a possibilidade da realização de audiências nos quatro municípios (Bodocó, Santa Cruz, Parnamirim e Exú) onde foram detectadas as maiores dificuldades para o funcionamento e a composição do Comitê Gestor. “Iremos encaminhar um documento, relatando todos os problemas apurados, ao ministro José Graziano, ao Conselho Estadual de Segurança Alimentar e às prefeituras. Esse programa é extremamente importante e é necessária a participação de todos os segmentos da sociedade para que haja um bom funcionamento”, ressaltou.
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