Laura Gomes repudia crimes de conotação política e cobra providências

Em 10/10/2018 - 14:10
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PREVENÇÃO - A parlamentar anunciou que fará encaminhamentos ao Governo Estadual a fim de garantir a segurança e a defesa da democracia. Foto: Jarbas Araújo

PREVENÇÃO – A parlamentar anunciou que fará encaminhamentos ao Governo Estadual a fim de garantir a segurança e a defesa da democracia. Foto: Jarbas Araújo

Crimes motivados por questões políticas ocorridos nos últimos dias foram lamentados pela deputada Laura Gomes (PSB) na Reunião Plenária desta quarta (10). “Entendo que é urgente a ação de repúdio e prevenção a esse tipo de violência”, chamou atenção. A parlamentar anunciou que fará encaminhamentos ao Governo Estadual a fim de garantir a segurança e a defesa da democracia.

Laura citou o caso do mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, mais conhecido como Moa do Katendê, morto a facadas por apoiador do presidenciável Jair Bolsonaro, após discussão política na madrugada de segunda (8), na Bahia. A agressão física e a ameaça de estupro a uma jornalista do portal NE10, no domingo (7), também foram pontuadas. De acordo com a denúncia, a profissional saía de local de votação, no Recife, quando foi abordada. “Lamentavelmente, estamos observando os resultados nefastos do discurso de ódio pregado pelo candidato”, avaliou

A parlamentar explicitou que a causa está acima da questão partidária e destacou que é necessária uma “reação de caráter imediato”. “Temos que frear essa onda, não podemos prever as consequências disso”, disse. Durante o pronunciamento, realizado no Pequeno Expediente, Laura declarou que um ofício será encaminhado ao governador para que mobilize uma operação anti-violência política no Estado.

“Se não agirmos, podemos virar uma republiqueta centro-americana em que mandam as milícias civis que matam quem querem, quando querem”, destacou. A criação de uma central específica para informações sobre violência política, racial e contra minorias, nos moldes do Disque-Denúncia, também será sugerida pela parlamentar. “Não podemos deixar a democracia esmaecer”, finalizou.