12 de agosto de 1834 - Doze anos após a Proclamação da Independência do Brasil, são criadas as Assembleias Legislativas Provinciais para substituir os Conselhos Gerais das Províncias. Isso é possível a partir do Ato Adicional, uma emenda à Constituição de 1824.

1º de abril de 1835 - É instalada a Assembleia Legislativa da Província de Pernambuco, no Forte do Matos, localizado no Bairro do Recife. O então presidente da Província, Manuel de Carvalho Paes de Andrade, coordena a solenidade e diz que a data representa "uma nova época, formada pela segura garantia dos progressos, das luzes e do incremento da prosperidade pública".

1835 a 1837 - O período, que marca a 1ª legislatura da Assembleia, contou com 36 deputados. Entre eles, documentos registram a presença de 11 padres como titulares e outros dois suplentes reflete a influência da Igreja Católica, à época.

1870 - José Tibúrcio Pereira Magalhães, major do Corpo de Engenheiros e bacharel em Ciências Físicas e Matemática, faz o projeto e dá início à construção da nova sede da Assembleia Legislativa, na Rua da Aurora.

1875 – Sob o comando do então presidente da Província, Henrique Pereira de Lucena, é inaugurada, em 1° de março, a nova sede do Poder Legislativo pernambucano, na Rua da Aurora. A solenidade, porém, não aconteceu com o prédio concluído. A obra só foi entregue definitivamente no dia 20 de janeiro de 1876.

1889 – A Proclamação da República transforma o Legislativo em sistema bicameral. Nos Estados, uma Câmara de Deputados divide as tarefas legislativas com um Senado Estadual. A Constituição Estadual determina que a Câmara funcione com 30 integrantes e o Senado, com 15. O mandato dos deputados é de três anos e o dos senadores estaduais, de seis anos.

1930 – A chamada “Revolução de 30” derruba a República das Oligarquias e, conseqüentemente, o sistema bicameral para os legislativos estaduais. As Câmaras de Deputados se transformam em Assembleias Legislativas, porém, só após um longo período de governo provisório, é promulgada a Constituição Federal de 1934, restabelecendo o regime constitucional.

1937 – O Golpe de Estado de Getúlio Vargas impondo o Estado Novo interrompe o trabalho legislativo. Enquanto o regime ditatorial prevalece, ou seja, até 1945, o Parlamento Estadual é fechado e substituído por conselhos nomeados.

1947 – Com o fim do Estado Novo e o início da redemocratização, a Constituição de Pernambuco é promulgada e, a partir do dia 28, a Assembleia Constituinte passa à condição de Assembleia Legislativa do Estado.

1948 – Por indicação do deputado Tabosa de Almeida, o edifício-sede do Legislativo Estadual ganha o nome de Palácio Joaquim Nabuco.

1964 – Regime ditatorial. Em 7 de fevereiro de 1969, o Ato Complementar nº 47 decreta novo recesso às Assembleias Legislativas dos Estados. Só em 1º de junho de 1970, a Assembleia Legislativa é reaberta.

1985 – Início da construção do Anexo I, prédio de seis andares, em estilo contemporâneo, localizado na Rua da União.

1996 – O prédio-sede do Legislativo e o Anexo I recebem reforma geral. É dado início ao processo de informatização, a partir da aquisição e instalação de computadores e da disponibilização de informações na Internet.

1997/1998 – Nesse biênio, a Mesa Diretora promove a aquisição dos Anexos II, III e IV. A implantação do Sistema de Trâmite Legislativo e Trâmite de Documentos Formais, pioneiro no País, impulsiona a modernização e fortalece a integração entre as áreas Legislativa e Administrativa da Casa.

1999/2000 – A Mesa Diretora decide retomar a realização de reuniões itinerantes da Assembleia. Caruaru é o primeiro município do Interior visitado pelos deputados estaduais. Além de parlamentares, prefeitos, vereadores, deputados federais, líderes empresariais e comunitários se reúnem para ouvir os anseios das diversas regiões do Estado. É promulgada a Lei Nº 11.699/99, que institui a Escola do Legislativo do Estado de Pernambuco. A entidade, vinculada à Comissão de Educação e Cultura da Assembleia, tem entre os principais objetivos desenvolver atividades pedagógicas voltadas ao desenvolvimento cultural e profissional de parlamentares e de servidores públicos. A Casa inaugura o Plenário Virtual, serviço pioneiro no País, passando a transmitir as reuniões plenárias e das Comissões Permanentes e Temporárias em tempo real pela Internet.

2001/2002 – São lançadas iniciativas buscando aproximar, ainda mais, o Poder Legislativo da sociedade, a partir da transparência administrativa. Entre as realizações desse período, estão a conquista da ISO 9002, tornando a Alepe a primeira Casa Legislativa a receber essa certificação, e a construção do Anexo V. Para dar visibilidade às ações, foi criado o Tribuna Parlamentar, um jornal mensal que apresenta o trabalho do Parlamento. Já a Assembleia na TV se consolida como mais um instrumento de democratização da informação. Há, ainda, investimentos na Escola do Legislativo, que passa a oferecer cursos nas áreas de administração, qualidade, informática, direito, entre outras, e a criação do Coral Vozes de Pernambuco, mostrando o talento dos servidores do Poder Legislativo. A Mesa também realizou projetos visando preservar a memória do Legislativo, como a coleção Perfil Parlamentar – Século XX, e o livro Presença Feminina.

2003/2004 – Além do fortalecimento dos projetos já implementados, o novo biênio marca a criação do Fala Cidadão, um canal direto e gratuito que informa as ações legislativas, por meio do número 0800 281 2244. Para valorizar a cultura regional, é lançado o Segunda Cultural, que promove gratuitamente ao público, sempre na primeira segunda-feira de cada mês, espetáculos genuinamente pernambucanos, no Plenário da Casa. A Alepe conquista a Certificação ISO 9001/2000, qualificando a prestação de serviços. Para mostrar a preocupação com o meio ambiente, a Escola do Legislativo se torna a primeira instituição pública a reverter energia solar em elétrica. O Código de Ética da Assembleia é aprovado, estabelecendo as regras de decoro que devem orientar a conduta dos parlamentares da Casa. O Legislativo Estadual lança a coleção Ícones Pernambucanos, que registra a história da música, artesanato, cinema, teatro, esportes e literatura no Estado.

2005/2006 – No início do biênio, a Assembleia Legislativa cria a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, um marco nos 170 anos da instituição. Na 15ª Legislatura, a presença feminina é a mais expressiva da história do Poder: nove mulheres atuam na Casa, um avanço significativo, considerando que, durante mais de um século, apenas nove deputadas foram eleitas para a Alepe. No ano de 2006, a Casa promove o lançamento do Projeto Resgate Pernambucano. A iniciativa envolve a restauração e digitalização de 700 mil documentos raros do século XIX, sob a coordenação da Assistência de Preservação do Patrimônio Histórico do Legislativo. Em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Mesa Diretora lança o Projeto Memória Viva. A ação teve a finalidade de preservar parte da História política de Pernambuco e do Brasil por meio de entrevistas com 14 personalidades, incluindo oito ex-governadores.

2007/2008 – A Casa dá início a um estudo preliminar para a construção de um novo anexo do prédio-sede do Legislativo, para abrigar os gabinetes parlamentares, a Primeira Secretaria e a Presidência. A ação é complementada pelo Projeto Restauro do Palácio Joaquim Nabuco, que tem a finalidade de conservar e valorizar o edifício centenário. Com a iniciativa, o Palácio será transformado no Museu do Legislativo, um espaço de visitação pública e promoção de atividades culturais. O projeto é desenvolvido pela Assistência de Preservação do Patrimônio Histórico da Casa.

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