
QUEIXA – “A partir de agora, o patrocínio começa a obedecer exclusivamente à lei do marketing, em vez de apoiar manifestações culturais de raiz.” Foto: Roberto Soares
Em discurso na Reunião Plenária desta terça (22), o deputado Waldemar Borges (PSB) reagiu ao anúncio feito pela Petrobras de que irá alterar conceitos para o patrocínio a projetos culturais. Em vez de critérios como abrangência nacional e invisibilidade para o mercado, o Programa Petrobras Cultural (PPC) deverá ser pautado pelo fortalecimento da marca e vai avaliar o potencial de retorno de marketing e as regiões com maior visibilidade.
Borges frisou que a empresa é, desde os anos 2000, a maior patrocinadora da cultura brasileira, tendo distribuído R$ 2,1 bilhões entre 2001 e 2011, principalmente via Lei Rouanet. “A Petrobras não é do Sul nem do Sudeste . É uma empresa pública e tem que observar a responsabilidade que ela tem de maneira universal em relação às manifestações culturais do País”, sustentou.
“A partir de agora, o patrocínio começa a obedecer exclusivamente à lei do marketing, ao retorno de mercado, em vez de apoiar manifestações culturais de raiz, que não necessariamente têm apelo de mercado, mas que possuem às vezes mais importância do que as espetaculosas”, agregou.
No discurso, Borges também tratou do fim do convênio firmado entre a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) e a Caixa Econômica Federal (CEF), que fez com que as casas lotéricas deixassem de receber os pagamentos das contas de luz dos consumidores do Estado. “Registro a minha indignação com a insensibilidade dessa empresa, que lucra muito e reivindica aumentos sem explicações à população”, disse, sobre a Celpe.
“Sei de senhores de idade que não têm mais onde pagar a conta, no Interior, e precisam recorrer à sede da Celpe, que é pequena, desaparelhada e sem condições de receber toda a demanda. As filas são quilométricas”, exemplificou.
COMO CHEGAR