
GRANDE EXPEDIENTE ESPECIAL – Evento marcou Dia Internacional de Combate às Drogas e reuniu gestores públicos e integrantes da sociedade civil. Representante no Brasil do UNODC, Rafael Franzini falou sobre problemas relacionados ao uso de entorpecentes. Foto: Roberto Soares
No mundo, quase 30 milhões de pessoas apresentam transtornos relacionados ao consumo de drogas. O dado consta no Relatório Mundial sobre Drogas 2017, produzido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês) e apresentado pela entidade, nesta segunda (26), na Assembleia Legislativa.
O evento marcou o Dia Internacional de Combate às Drogas e reuniu gestores públicos e integrantes de organizações da sociedade civil. Pela manhã, também em referência à data, a Alepe recebeu entidades dedicadas ao enfrentamento da questão, que promoveram o Mutirão pela Vida. A mobilização, em sua 14ª edição, realizou atendimentos e trabalho de conscientização no pátio do Museu Palácio Joaquim Nabuco.

CONSCIENTIZAÇÃO – Pela manhã, a 14ª edição do Mutirão pela Vida realizou atendimentos no pátio do Museu Palácio Joaquim Nabuco. Foto: Rinaldo Marques
Segundo o relatório apresentado, as substâncias derivadas do ópio, como a heroína, respondem por 70% dos danos provocados pelo uso problemático de entorpecentes. Consumido por meio de seringas, esse tipo de droga está associado a males como o HIV e a hepatite C.
“Felizmente, no Brasil, o problema das substâncias injetáveis não tem a mesma magnitude que no Hemisfério Norte. Aqui, são os usuários de crack que preocupam”, apontou o representante no Brasil do UNODC, Rafael Franzini. Ao todo, o documento contabiliza 250 milhões de usuários de tóxicos no planeta. “O consumo de drogas está estável no mundo, mas houve incremento no número de usuários problemáticos. Devemos estar preparados para essa tendência”, apontou Franzini.
“As drogas ilícitas têm matado muitos seres humanos na Terra”, lamentou o deputado Pastor Cleiton Collins (PP), que articulou a vinda do representante da ONU a Pernambuco e propôs o Grande Expediente Especial. “Precisamos garantir que as pessoas fiquem livres do vício e sejam devolvidas às famílias e à sociedade”, observou.
Também participaram do evento representantes do Ministério da Justiça, do Ministério da Saúde, da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, da Prefeitura do Recife e da Câmara Municipal do Recife. Estiveram presentes os deputados Eduíno Brito (PP), Everaldo Cabral (PP), Jadeval de Lima (PDT) e Terezinha Nunes (PSDB).
Plenário – Antes da apresentação do relatório, parlamentares foram à Tribuna, no Pequeno Expediente, ressaltar a importância da ocasião. “O esforço de enfrentamento às drogas, realizado muitas vezes sem a ajuda dos governos, tem um papel fundamental na construção da cidadania”, disse Sílvio Costa Filho (PRB). “A dependência química é uma dificuldade de todas as classes sociais, e a bancada evangélica está unida no combate a esse problema”, registrou Adalto Santos (PSB).
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