Resumo do Plenário: futuro da Hemobrás volta a preocupar parlamentares

Em 13/09/2017
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Um novo capítulo sobre o futuro da fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia, a Hemobrás, em Goiana, na Mata Norte, preocupa os deputados estaduais. Na Reunião Plenária dessa quarta, Ricardo Costa, do PMDB, disse que o Ministério da Saúde publicou uma nova etapa da licitação para comprar o remédio Fator 8 Recombinante durante seis meses, em 2018. De acordo com ele, a iniciativa descumpre o contrato firmado entre a Hemobrás e a empresa estrangeira Shire. “A Shire, fornecedora atual do medicamento à Hemobrás, já solicitou o embargo do edital. Tirar essa compra da Hemobrás é inviabilizar todo o processo da estatal, que tem esse contrato como a sua principal fonte de receita. Essa já é a segunda investida do Ministério da Saúde, para tentar suspender esse contrato com a Shire e prejudicar a Hemobrás.

Neste ano, já houve uma tentativa de levar parte da produção da empresa para Maringá, no Paraná, reduto eleitoral do Ministro da Saúde, Ricardo Barros. Priscila Krause, do Democratas, anunciou que a Alepe vai criar uma Frente Parlamentar em Defesa da Hemobrás. “Para que a Assembleia, cada vez mais de maneira institucional, se posicione em relação a isso e acompanhe esse processo através de um conjunto de deputados. E que a gente consiga sempre fazer pressão para que a resposta seja positiva. Nós tivemos uma primeira etapa, uma primeira batalha, mas a guerra está longe do fim.

A exposição “QueerMuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”, que acontecia em Porto Alegre e foi cancelada após uma onda de protestos nas redes sociais, também repercutiu no Plenário. O deputado Adalto Santos, do PSB, apoiou o encerramento da mostra, que abordava a temática LGBT, questões de gênero e diversidade sexual. “Vou fazer um apelo ao Governo do Estado para que não aceite essa pouca vergonha aqui no estado de Pernambuco. Tem um quadro aqui que eu tenho certeza que não é colocado nos priores cabarés do Brasil.” Para Pastor Cleiton Collins, do PP, a exposição desrespeitou todas as religiões.

A notícia de que a Fundação de Ensino Superior de Olinda e outras universidades do estado foram condenadas pela Justiça, por vender cursos de extensão como se fossem de graduação, motivou o pronunciamento da deputada Teresa Leitão, do PT. A parlamentar salientou que a ação do Ministério Público Federal em Pernambuco é fruto do relatório produzido pela CPI das Faculdades Ilegais, que investigou as fraudes. “Nós esperamos que o Ministério Público Federal, a par do nosso relatório, continue fazendo o que a Assembleia não pode fazer, mas que indicou. Ficou comprovado pela CPI que isso é uma rede, uma rede criminosa, uma rede que se articula, uma rede que vende ilusões.”  

A falta de conservação do patrimônio histórico em Pernambuco levou à tribuna o deputado José Humberto Cavalcanti, do PTB. Ele citou duas construções modernistas abandonadas na Avenida Rosa e Silva, no Recife, e defendeu que o Governo do Estado ajude os proprietários de imóveis tombados a restaurar as edificações. “O proprietário deixa o imóvel, porque com a depredação, com o desmoronamento ao final, vai restar o terreno, e que vale muito naquela região. Ao fazer um tombamento, o Poder Público teria que dar as condições para que o proprietário pudesse manter aquele imóvel, com algum incentivo fiscal. Um povo sem memória é um povo sem história.

A 24ª edição da Romaria de Frei de Damião, realizada em São Joaquim do Monte, no Agreste Central, foi ressaltada por Eriberto Medeiros, do PTC. Segundo o parlamentar, a festividade católica só aconteceu graças aos esforços das autoridades.

O debate sobre a privatização das estatais foi levantado por Antônio Moraes, do PSDB. O deputado afirmou que existem muitos gastos e privilégios nos órgãos públicos, o que gera prejuízo à economia do País.