Extrema pobreza alcança 13,5 milhões de pessoas, destaca João Paulo

Em 14/11/2019 - 12:11
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PESQUISA - “São números dramáticos, se comparados aos que tínhamos nos governos de Lula e Dilma.” Foto: Roberto Soares

PESQUISA – “São números dramáticos, se comparados aos que tínhamos nos governos de Lula e Dilma.” Foto: Roberto Soares

Os dados da extrema pobreza no Brasil, revelados pela Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram destacados pelo deputado João Paulo (PCdoB), no Pequeno Expediente desta quinta (14). Levantamento mostra que o País chegou, em 2018, a 13,5 milhões pessoas com renda mensal per capita inferior a R$ 145, critério adotado para identificar a condição.

“São números dramáticos, se comparados aos que tínhamos nos governos de Lula e Dilma”, comentou o parlamentar, ressaltando que o estado de miséria é maior nas regiões Norte e Nordeste, principalmente com pessoas com pouca ou nenhuma instrução. “Em algumas comunidades, vi mães mostrarem armários sem nenhum alimento”, relatou. “Os dados também mostram que, dessas pessoas que estão extrema pobreza,  10 milhões são da cor parda ou preta.”

Para o deputado comunista, a política econômica do Governo Bolsonaro pode piorar a situação. “A equipe do atual presidente, voltada para o estado mínimo e o ajuste fiscal, não parece preocupada com essa emergência social. Ao contrário, para ele, ‘dizer que se passa fome no nosso País é um discurso populista’”, relembrou João Paulo. “Se o Brasil de hoje se parece com os Estados Unidos da depressão econômica dos anos 1930, no futuro, pode ter a cara do Chile de hoje”, concluiu.