Wanderson Florêncio volta a criticar ausência do administrador de Noronha

Em 07/11/2019 - 12:11
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ESCLARECIMENTO - Guilherme Rocha deixou de comparecer a audiência pública e reunião da Comissão de Meio Ambiente. Foi feita nova convocação, para o dia 13 de novembro. Foto: Roberto Soares

ESCLARECIMENTO – Guilherme Rocha deixou de comparecer a audiência pública e reunião da Comissão de Meio Ambiente. Foi feita nova convocação, para o dia 13 de novembro. Foto: Roberto Soares

O deputado Wanderson Florêncio (PSC) foi à tribuna, na Reunião Plenária desta quinta (7), reforçar a nova convocação do administrador-geral de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha, feita pela Comissão de Meio Ambiente. O gestor, que deixou de comparecer a uma audiência pública e a uma reunião do colegiado, deverá vir à Casa, na próxima quarta (13), esclarecer dúvidas sobre o Projeto de Lei n° 36/2019, que quer proibir a circulação de carros a combustão no arquipélago a partir de 2030.

“O edital com a convocação saiu no Diário Oficial desta quinta. Nosso desejo é entender, de forma transparente, os objetivos desta proposta”, argumentou Florêncio, que preside a Comissão. “Nós, ambientalistas, somos a favor de carros elétricos. No entanto, sabemos que a matriz energética da ilha é a queima do óleo diesel e, portanto, a iniciativa pode não ser sustentável”, disse.

De acordo com o parlamentar, estudos técnicos indicam que o abastecimento de um carro elétrico é equivalente ao consumo energético de uma casa padrão por três dias. Ele se preocupa, ainda, com os custos de aquisição e de manutenção dos veículos elétricos, que recairão sobre os moradores. “Lamentamos a falta de respeito que houve com esta Casa, mas, especialmente, com o cidadão de Noronha, que aguarda esclarecimentos do gestor.”

O deputado Waldemar Borges (PSB), no entanto, contestou os dados e defendeu o projeto do Poder Executivo. “Cerca de 25% da energia da ilha é de fontes limpas. Infelizmente, há uso de desinformação para deixar as coisas como estão, e se dizer no futuro que não se fez nada pelo meio ambiente”, pontuou.