Juntas relatam ações em apoio a moradores do Habitacional Cuca Legal II

Em 01/10/2019 - 17:10
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HISTÓRICO - Ocupação do conjunto, localizado em Olinda, ocorreu após obra ser abandonada pela construtora responsável, contou Jô Cavalcanti. Foto: Roberto Soares

HISTÓRICO – Ocupação do conjunto, localizado em Olinda, ocorreu após obra ser abandonada pela construtora responsável, contou Jô Cavalcanti. Foto: Roberto Soares

Titular do mandato coletivo Juntas (PSOL), Jô Cavalcanti relatou, na Reunião Plenária desta terça (1º), reunião realizada pela manhã com a Prefeitura de Olinda para tratar da ordem de despejo das famílias que ocupam a obra do Habitacional Cuca Legal II, localizado no bairro de Jardim Brasil II. “Houve um pequeno avanço e o município se comprometeu a estar, de alguma forma, ajudando na mediação com a Caixa Econômica Federal”, contou.

Jô Cavalcanti explicou que a ocupação foi feita depois que a obra, que faz parte do programa Minha Casa Minha Vida, foi abandonada pela construtora responsável. A Comissão de Cidadania da Alepe, que ela preside, foi então procurada para mediar o diálogo após a Caixa pedir a reintegração de posse e a Justiça ordenar o despejo.

De acordo com a deputada, na reunião com o vice-prefeito Márcio Botelho, a Prefeitura de Olinda comprometeu-se a buscar uma solução para as pessoas que ocupam o imóvel. Também afirmou que buscará evitar o cumprimento da ordem judicial até a próxima reunião, agendada para o dia 17.

Até lá, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) buscará identificar terrenos em Olinda que possam ser desapropriados pela Prefeitura para a construção de moradias. No pronunciamento, a deputada defendeu uma parceria entre Estados e municípios em torno de políticas habitacionais, para compensar o corte de verbas de programas do Governo Federal.

“A redução de crédito para o financiamento de imóveis, o desemprego em alta e a queda na renda das famílias tornaram o sonho da casa própria ainda mais distante para milhares de brasileiros”, observou. “Estamos juntos na luta com os moradores do Cuca Legal e qualquer outro que esteja sem moradia no Estado.”