João Paulo comenta relatório que aponta atuação de máfias no desmatamento da Amazônia

Em 19/09/2019 - 17:09
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DOCUMENTO - Human Rights Watch afirma que redes criminosas usam violência e intimidação para impulsionar desmatamento ilegal na Amazônia brasileira. Foto: Roberto Soares

DOCUMENTO – Human Rights Watch afirma que redes criminosas usam violência e intimidação para impulsionar desmatamento ilegal na Amazônia brasileira. Foto: Roberto Soares

O relatório da organização não governamental Human Rights Watch (HRW) sobre extração ilegal de madeira e incêndios na Amazônia, publicado no último dia 17 (terça), foi repercutido no Plenário da Alepe, nesta quinta (19), pelo deputado João Paulo (PCdoB). No documento, a ONG afirma que redes criminosas usam a violência e a intimidação para impulsionar o desmatamento ilegal na Amazônia brasileira.

“O mundo se assustou com as 30.900 queimadas ocorridas em agosto e ainda estamos longe de resolver a questão, com um presidente que é um notório negacionista climático e demonstra desprezo pela preservação da natureza”, criticou o comunista. “O problema da Amazônia não foi resolvido, e o fogo chegou a outras áreas, como o Pantantal, no Centro-Oeste, e Alter do Chão, no Pará. O desmatamento é um negócio milionário, enquanto o número de operações do Ibama caiu 70% entre janeiro e abril deste ano”, apontou o parlamentar. 

João Paulo ressaltou que, segundo dados da Pastoral da Terra citados pela Human Rights Watch, de 28 assassinatos de ambientalistas e indígenas ocorridos desde 2015, apenas dois foram julgados, e falhas sérias nas investigações foram detectadas em seis desses casos. “Segundo o relatório da HRW, esses grupos criminosos envolvidos em desmatamento tomaram as falas do presidente Bolsonaro como um sinal verde para destruir a floresta e atacar seus defensores”, declarou.

O deputado comentou também as expectativas com relação à presença do presidente Jair Bolsonaro na 74ª Assembleia Geral da ONU, que terá sua abertura oficial no próximo dia 24. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar.  “São esperadas críticas à postura do Governo brasileiro, mas ainda não sabemos se o presidente irá participar. Se ele for e disser que vai se empenhar para preservar o meio ambiente, corre o risco de ser ridicularizado. Se falar o que realmente pensa, que é a favor da ocupação da Amazônia por mineradoras e madeireiras, selará sua condição de pária internacional”, avaliou.