Joel da Harpa enaltece Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares

Em 10/09/2019 - 18:09
-A A+
DESTAQUE - Para o parlamentar, iniciativa vai garantir aos alunos melhores perspectivas de emprego e renda e contribuirá para o resgate da moral e dos bons costumes. Foto: Roberto Soares

ELOGIO – Para parlamentar, iniciativa vai garantir aos alunos melhores perspectivas de emprego e renda e contribuirá para o resgate da moral e dos bons costumes. Foto: Roberto Soares

O deputado Joel da Harpa (PP) elogiou, na Reunião Plenária desta terça (10), o lançamento, pelo Governo Federal, do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). Para o parlamentar, a iniciativa de implementar, até 2023, 216 colégios militares no País vai garantir aos alunos melhores perspectivas de emprego e renda e contribuirá para o resgate da moral e dos bons costumes. 

De acordo com o deputado, as escolas cívico-militares são instituições não militarizadas, mas com uma equipe de militares da reserva no papel de tutores. Eles serão contratados por até dez anos e vão ganhar 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar. Os Estados poderão, ainda, destinar policiais e bombeiros para ajudar na administração das unidades de ensino. 

Joel da Harpa afirmou que o Ministério da Educação (MEC) investirá R$ 1 milhão por escola. E, ao defender o modelo, citou o bom desempenho de colégios militares em avaliações nacionais. “O ambiente acadêmico e o foco na formação completa do estudante tornam essas unidades verdadeiras ilhas de excelência em meio à educação pública brasileira”, disse. O deputado considerou que, “finalmente, haverá a ordem em meio ao caos”. “Drogas, armas brancas, passinhos [dança], excesso de erotização e baixa aprendizagem são parte do dia a dia das escolas de regiões mais vulneráveis do nosso País”, agregou.

A manifestação gerou a reação da deputada Teresa Leitão (PT): “Peço respeito às escolas públicas, aos professores, aos servidores e aos estudantes. Não venha chamar as escolas civis de caos. Isso é um desrespeito àqueles que dão sua vida para trabalhar em um ambiente, muitas vezes, sem a estrutura necessária”, expressou. “Caos não é passinho, são milhões de analfabetos, a pobreza aumentando no País, a fome e o desemprego. Respeite a categoria dos trabalhadores em educação”, prosseguiu.

Em resposta, Joel defendeu a valorização dos profissionais de educação. Avaliou, porém, que a disciplina rígida das escolas de orientação militar leva os alunos a se concentrar no estudo e os protege contra a desvirtuação da moral e dos bons costumes. Ele citou, como regras geralmente adotadas em colégios militares, a proibição de tatuagens e piercings e de namoro dentro das unidades. Também frisou que, nessas instituições, comumente meninas devem usar cabelo preso ou trança e meninos, cabelos curtos. E se o aluno repetir de série duas vezes é expulso.