Desenvolvimento Econômico expande atuação com visitas e audiências

Em 18/07/2019 - 12:07
-A A+
ARTICULAÇÃO - Encontros tiveram a participação de autoridades, como a cônsul-geral da China no Recife, Yan Yuqing. Foto: Evane Manço

ARTICULAÇÃO – Encontros tiveram a participação de autoridades, como a cônsul-geral da China, Yan Yuqing. Foto: Evane Manço

Em nove reuniões ordinárias e duas extraordinárias no primeiro semestre de 2019, a Comissão de Desenvolvimento Econômico distribuiu 93 projetos para serem relatados. Desses, 16 já concluíram a tramitação no colegiado, com parecer favorável. Mas a atuação não se restringiu aos espaços da Casa de Joaquim Nabuco – desdobrou-se em audiências públicas e visitas técnicas fora da Alepe.

Conforme estabelece o Regimento Interno da Casa, o grupo parlamentar discute a ordem econômica do Estado, além de políticas industriais, comerciais, agrícolas e minerais, incentivos a empresas, serviços turísticos, entre outros temas. Dos projetos recebidos de fevereiro a junho deste ano, 85 partiram do próprio Poder Legislativo, enquanto oito foram encaminhados pelo Executivo. Duas proposições foram retiradas de pauta, a pedido dos autores, e 75 seguem em análise.

Entre outras medidas, o colegiado aprovou as propostas do Governo Estadual para a criação do Programa de Parcerias Estratégicas de Pernambuco (PPPE) e do Consórcio Nordeste, além da ampliação no rol de atribuições do Complexo Portuário de Suape. Também deu parecer favorável ao Projeto de Lei nº 134/2019, do deputado Romero Albuquerque (PP), que visa a redução gradativa do uso de veículos de tração animal no Estado. No total, foram aprovados sete projetos de autoria do governador e nove de parlamentares.

SUAPE - Em maio, deputados foram ao Complexo Portuário tratar de gestão e novas possibilidades de crescimento. Foto: Nando Chiappetta

SUAPE – Em maio, deputados foram ao Complexo Portuário tratar de gestão e novas possibilidades de crescimento. Foto: Nando Chiappetta

Na primeira audiência pública feita pela Comissão, em março, o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Roberto Abreu, apresentou o panorama da atividade industrial local. Em abril e maio, houve, respectivamente, debates sobre o Polo de Confecções do Agreste, em Caruaru, e as potencialidades e vocações de Garanhuns.

A agenda de visitas técnicas, por sua vez, incluiu a Feira da Sulanca de Caruaru, onde o colegiado verificou as instalações danificadas pelo incêndio ocorrido em maio e fiscalizou as medidas implementadas pelo Poder Público. No mesmo mês, o grupo foi ao Complexo Portuário de Suape para tratar da gestão organizacional e das novas possibilidades de desenvolvimento do Porto.

Além dos deputados que integram a Comissão, as reuniões tiveram a participação de secretários estaduais e autoridades, como a cônsul-geral da China no Recife, Yan Yuqing. As atividades incluíram, ainda, o lançamento de uma cartilha e um informativo econômico elaborados pela Consultoria Legislativa (Consuleg) da Alepe.

EXPECTATIVA - No segundo semestre, foco deve ser ampliado aos serviços turísticos, informa Erick Lessa. Foto: Neto Lima/Arquivo

EXPECTATIVA – No segundo semestre, foco deve ser ampliado aos serviços turísticos, informa Erick Lessa. Foto: Neto Lima/Arquivo

Para o presidente do colegiado, deputado Delegado Erick Lessa (PP), o primeiro semestre foi um período “muito ativo”, com ênfase na pauta do desenvolvimento econômico. No segundo, o foco deve ser ampliado aos serviços turísticos. “Para se ter uma ideia, a cidade de Paris, na França, recebe seis vezes mais turistas do que todo o nosso País. Precisamos aprofundar muito esse debate e explorar o potencial econômico e das riquezas naturais do Estado”, pontuou.

Duas audiências públicas também já foram marcadas. Em agosto, será realizado um encontro para discutir preços de combustíveis, distribuição de etanol para postos de gasolina e a possibilidade de privatização das refinarias da Petrobrás. No mês de setembro, por solicitação da deputada Ducicleide Amorim (PT), será debatida a situação das companhias aéreas, além do aumento no valor da passagens para Petrolina (Sertão do São Francisco) e os prejuízos para o turismo.