Antônio Coelho defende Reforma da Previdência e critica postura do PSB

Em 07/02/2019 - 14:02
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ANÁLISE - Parlamentar comentou reunião entre o governador Paulo Câmara e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Roberto Soares

ANÁLISE – Parlamentar comentou reunião entre o governador Paulo Câmara e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Roberto Soares

A reunião entre o governador Paulo Câmara e o ministro da Economia, Paulo Guedes, ocorrida nessa quarta (6), foi comentada pelo deputado Antônio Coelho (DEM). “Finalmente o governador reconheceu a importância das reformas que farão o Brasil crescer”, avaliou, em pronunciamento no Plenário na manhã desta quinta (7). Por outro lado, o parlamentar teceu críticas à legenda do gestor, o PSB.

Coelho tachou como “oportunista” o posicionamento do partido nos últimos anos. Como justificativa, elencou o “apoio concedido ao impeachment da petista Dilma Rousseff e, depois, a parceria com o PT em 2018, quando disputava uma ‘eleição perdida’ no Estado”. “Agora Paulo Câmara parece defender a privatização da Copergás (Companhia Pernambucana de Gás), com a finalidade de tapar o buraco feito durante a gestão socialista”, analisou. Coelho declarou que “há falta de liderança do governador para tratar de importantes temas do Estado”.

O democrata também parabenizou o deputado Joel da Harpa (PP) pelo discurso proferido sobre a Reforma da Previdência, na quarta. “Foi um pronunciamento esclarecido e iluminado.” Na ocasião, o progressista posicionou-se contrário à inclusão dos militares. “Paulo Câmara quer se omitir desse assunto, deixando para o Governo Federal”, observou Coelho. Ele finalizou o discurso afirmando “ter fé” que a bancada da Oposição, “agora mais energizada”, possa fazer a diferença.

Na sequência, o deputado João Paulo (PCdoB) aproveitou parte do pronunciamento para rebater a fala de Coelho, defendendo a estratégia eleitoral adotada pelo PSB: “A política é a arte do possível”. João Paulo ainda pontuou que o discurso feito pelo democrata coloca “Pernambuco como uma ilha isolada”. “O governador estava em Brasília atrás de recursos para o nosso Estado, que não são liberados porque não há visão republicana”, observou.