Álvaro Porto relata abordagem policial hostil e cobra providências da Alepe

Em 10/09/2018 - 16:09
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REVOLTA - Para o parlamentar, não há justificativa para o tratamento recebido por ele, a esposa e a cunhada quando deixavam o veículo. Foto: Roberto Soares

REVOLTA – Para o parlamentar, não há justificativa para o tratamento recebido por ele, a esposa e a cunhada quando deixavam o veículo. Foto: Roberto Soares

O deputado Álvaro Porto (PTB) relatou, em discurso no Pequeno Expediente desta segunda (10), ter sido abordado por policiais militares armados com fuzis, na semana passada, na porta de casa, em Canhotinho (Agreste), quando estava chegando de carro com a família. Para o parlamentar, não há justificativa para o tratamento recebido por ele, a esposa e a cunhada quando saíram do veículo.

“Quando parei em frente à minha casa, com o carro todo adesivado, cerca de seis a oito policiais colocaram o fuzil em cima de nós três e nos mandaram colocar a mão na cabeça”, descreveu. Porto também levantou a hipótese de o ocorrido ser uma forma de intimidação: “Todos na região sabem onde moro e qual é meu veículo. Se foi uma ameaça, é importante que saibam que não vou me calar ou mudar minhas posições políticas”, assegurou.

Por fim, o petebista cobrou que a Alepe tome alguma providência. “Isso não pode acontecer com um cidadão comum e, muito menos, com um parlamentar. O caso precisa ser apurado”, argumentou. O pleito foi apoiado pelo deputado Romário Dias (PSD), que comentou o caso. “A Assembleia deveria mandar ofício ao secretário estadual de Defesa Social solicitando a abertura de um inquérito na Regional de Garanhuns”, sugeriu.

O presidente da Casa, deputado Eriberto Medeiros (PP), e o primeiro-secretário, deputado Diogo Moraes (PSB), também criticaram o ocorrido e informaram que farão os encaminhamentos devidos.