Alepe exalta conquista do Campeonato Brasileiro de 1987 pelo Sport

Em 13/03/2018 - 20:03
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CELEBRAÇÃO – Arnaldo Barros e Homero Lacerda receberam placa comemorativa aos 30 anos do feito. Foto: Kerol Correia

Os 30 anos da conquista do Campeonato Brasileiro de 1987 pelo Sport Club do Recife foram comemorados em Reunião Solene na Assembleia Legislativa, na noite desta terça (13), por proposta do deputado Isaltino Nascimento (PSB). O fato, que gerou disputa jurídica ao longo desses anos, foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro passado, a Corte negou recurso apresentado pelo Flamengo contra decisão da Justiça que declarou o time pernambucano como o único campeão.

A polêmica foi motivada, além do clube carioca, por contestações do Internacional, de Porto Alegre. Na época, esses dois times se recusaram a jogar na fase final de cruzamento entre as melhores equipes dos Módulos Verde e Amarelo, conforme regra da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Alegaram que essa etapa não estava prevista no início do campeonato.

“Assim, em 7 de fevereiro de 1988, o Sport disputou a final da campanha de 1987 e sagrou-se vencedor contra o Guarani, de Campinas (São Paulo). Com isso, até hoje, somente dois clubes nordestinos conquistaram o título nacional: o Bahia e o Sport”, destacou o deputado Ricardo Costa (MDB), que coordenou a solenidade. Ele lembrou que o rubro-negro pernambucano era então presidido pelo empresário Homero Lacerda, atual presidente do Conselho Deliberativo do clube.

Em seu discurso, Isaltino Nascimento ressaltou ter sido “de arrepiar ver o Sport disputando o campeonato de 1987 e o gol de Marco Antônio, que levaria o time ao seleto grupo de campeões brasileiros, além do reconhecimento por organismos nacionais e internacionais como o grande e único vencedor daquela competição”. O socialista também salientou que o clube é o maior vencedor do futebol pernambucano e deu ênfase a iniciativas sociais em apoio a comunidades carentes.

O presidente do Sport, Arnaldo Barros, e Homero Lacerda receberam uma placa comemorativa da Alepe. “Vemos essa homenagem com muita honra e lisonja, pois a luta foi tamanha. O título não pertence só ao Sport, mas também ao povo pernambucano e nordestino, representando um marco de luta e de resistência contra aqueles que não aceitam o resultado em campo e se insurgem até mesmo contra decisões judiciais”, pontuou Barros.