Socorro Pimentel destaca os cem anos da terapia ocupacional

Em 19/04/2017 - 18:04
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HISTÓRIA - Como lembrou a parlamentar, ofício surgiu no período entre guerras para ajudar pessoas que tinham sofrido lesões a recuperar habilidades. Foto; Roberto Soares

HISTÓRIA – Como lembrou a parlamentar, ofício surgiu no período entre guerras para ajudar pessoas que tinham sofrido lesões a recuperar habilidades. Foto; Roberto Soares

Os cem anos do estabelecimento da terapia ocupacional no mundo, comemorados neste ano, motivaram o discurso da deputada Socorro Pimentel (PSL) na Reunião Plenária desta quarta (19). A parlamentar ressaltou a importância da atividade profissional no campo da saúde pública e falou sobre as dificuldades que a categoria ainda enfrenta para conseguir reconhecimento social e valorização.

“Gostaria de parabenizar todos os profissionais que juraram praticar este ofício com respeito e dignidade, desejando que a profissão obtenha cada vez mais o reconhecimento que merece”, disse Socorro. A deputada também fez um retrospecto histórico da atividade, informando que a terapia ocupacional despontou no período entre guerras, para auxiliar a recuperação das habilidades de pessoas que haviam sofrido algum tipo de lesão.

A parlamentar esclareceu, ainda, que o papel destes profissionais foi ampliado neste um século, e que a atividade vem ajudando cada vez mais pessoas a preservarem uma qualidade de vida digna. “Utilizar a própria atividade humana como base para um tratamento, a fim de trazer ou restabelecer a autonomia e a independência dos pacientes, seja no campo sensorial, físico, psicológico ou social, foi uma grande contribuição que a terapia ocupacional trouxe para nossa sociedade”, avaliou a deputada.

O discurso recebeu os apartes dos deputados Waldemar Borges (PSB), Terezinha Nunes (PSDB), Isaltino Nascimento (PSB), Odacy Amorim (PT) e Pastor Cleiton Collins (PP). Todos destacaram o papel fundamental da atividade e defenderam um maior reconhecimento da profissão pela sociedade.

“A atividade significa, em muitos casos, a possibilidade de reintegração da pessoa à vida. Isso é de um valor imensurável, mas talvez não esteja sendo bem reconhecido pela sociedade”, comentou Borges. “Através de uma ação não química, a terapia ocupacional consegue levar as pessoas a se sentirem ativas e valorizadas, o que é muito importante”, acrescentou Amorim.

O pronunciamento foi acompanhado por membros de entidades representativas da categoria. Ao fim, a presidente da Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais (Abrato), Claides Devincenzi, entregou a Socorro e ao vice-presidente da Assembleia, deputado Pastor Cleiton Collins, um selo comemorativo para marcar a data.